Empresa vencedora do leilão das linhas 11, 12 e 13 da CPTM deve assinar contrato de concessão ainda no 1° semestre de 2025

Concessão ao Grupo Comporte prevê R$ 14,3 bilhões em investimentos, com R$ 10 bilhões ressarcidos pelo estado. Transição durará 2 anos. A partir de 2026, governo de SP perderá a administração direta das linhas de trem e metrô, passando a operar apenas cinco.

Empresa vencedora do leilão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM, o Grupo Comporte Participações S.A deve assinar o contrato de concessão com o governo de São Paulo ainda no no 1° semestre de 2025, segundo o Palácio dos Bandeirantes.

A Secretaria de Parcerias em Investimento (SPI) afirma que, após a assinatura do contrato, começa o processo de transição de trens por parte da CPTM para a empresa vencedora.

Para evitar as falhas ocorridas a partir de 2022, quando a Viamobilidade assumiu as linhas 8 e 9, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) diz que o processo de transição total entre CPTM e Comporte deve durar ao menos dois anos.

“O novo contrato [que será assinado] traz uma série de inovações e aprimoramentos regulatórios, incluindo um programa de investimentos iniciais e uma fase de transição operacional de 24 meses, com previsão de treinamentos e operação assistida da concessionária", disse a pasta.


Segundo a pasta, “essa fase tem como objetivo garantir uma migração eficiente entre a gestão da CPTM e a nova concessionária, proporcionando mais segurança e continuidade na prestação do serviço”.

👉 Controlado pela família do fundador da companhia aérea Gol – Nenê Constantino – o Grupo Comporte superou a Viamobilidade no leilão realizado na B3 na última sexta (28), arrematando as três linhas da CPTM pelo valor de R$ 14,3 bilhões em investimento, além de também ter a obrigação de operar o Expresso Aeroporto.

Parte desse valor - R$ 10 bilhões - será ressarcido pelo estado ao longo dos 25 anos de concessão.

A empresa ofereceu desconto de 2,57% ao governo paulista sobre os pagamentos que receberá futuramente, com valor máximo de R$ 1,49 bilhão por ano. Isso significa uma economia de cerca de R$ 1 bilhão ao longo da concessão, segundo o governo paulista.

Hegemonia perdida

Assim que a nova empresa assumir e as novas linhas privadas forem inauguradas em 2026, o estado de São Paulo perderá a hegemonia na administração direta das linhas de transporte sobre trilhos na Grande SP.

Atualmente, o estado tem nove linhas sob sua responsabilidade direta na operação: cinco linhas da CPTM e quatro do Metrô. Já a iniciativa privada é responsável pela operação de quatro linhas: duas de trens e duas de metrô.

Duas linhas privadas também estão em construção e devem mudar a lógica da operação das linhas de transporte sobre trilhos na Grande SP, que devem ficar da seguinte forma:

Empresas privadas – operação de 10 linhas (sete de trens, três de metrô)

Governo de SP - 5 linhas (quatro de metrô + monotrilho e uma de trem)
Trens metropolitanos (sete linhas):

  • 7 – Rubi - TiC Trens (dezembro de 2024 começou a operação assistida em conjunto com a CPTM e em 26 de novembro de 2025 inicia operação privada total);
  • 8 – Diamante - ViaMobilidade;
  • 9 – Esmeralda - ViaMobilidade;
  • 11- Coral – Grupo Comporte;
  • 12 - Safira - Grupo Comporte;
  • 13-Jade - Grupo Comporte;
  • 17-Ouro (Monotrilho) – ViaMobilidade (entrega prevista para 2026).
  • Linhas privadas de metrô (três linhas):
  • 4 - Amarela – ViaQuatro;
  • 5 - Lilás – ViaMobilidade;
  • 6 – Laranja - Concessionária Linha Uni / Acciona (Entrega prevista para outubro de 2026).

Linhas operadas pelo governo de SP (cinco linhas):

  • 1-Azul- Metrô;
  • 2-Verde - Metrô;
  • 3-Vermelha - Metrô;
  • 15-Prata (Monotrilho) - Metrô;
  • Linha 10-Turquesa -CPTM.

Vimos no G1

Share:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DIRETO DO METRÔ

Total de visualizações de página

Posts Populares

Labels

Arquivo do blog

Twitter @movemetropole